sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

(…) De forma global, a intervenção comporta, portanto, a definição de duas zonas desportivas de carácter formal distinto, porém fortemente interligadas por meio de um gradiente de desconstrução da ortogonalidade, manifesto na criação de um conjunto de atravessamentos pedonais que combinam a horizontalidade, a verticalidade e a obliquidade. (…)


(…) A par desta mesma lógica estrutural as plantações arbóreas abandonam os alinhamentos definidos a norte e a nascente para se distribuírem de forma mais orgânica para sul e poente, reencontrando o seu equilíbrio no acompanhamento da linha curva definida pela Av. da Boavista.

Em todo o espaço são em simultâneo consideradas as potencialidades destas plantações na sua função de ensombramento e como barreiras de protecção aos ventos, factor prejudicial ao decurso dos jogos.

Quanto ao carácter das plantações, são utilizadas maioritariamente espécies espontâneas e evocativas da proximidade do rio – como o Fraxinus angustifolia – espécie característica das galerias ripícolas portuguesas – com pontuações de pequenas manchas de espécies de características atractivas – como o Quercus rubra e o Populus nigra var. italica - que assinalam a entrada principal da Faculdade e as principais áreas de estadia existentes no interior do espaço. (…)

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