"Aura e vestígio. O vestígio é a manifestação de uma proximidade, por mais longe que possa estar o ser que o deixou. A aura é a manifestação de uma longura, por mais próximo que possa estar aquilo que a evoca.Com o vestígio somos nós que nos apoderamos da coisa. Com a aura é ela que se apodera de nós."
Walter Benjamin
Tomando por base os traços residuais da paisagem humanizada sobre a qual se desenvolve a intervenção, a proposta para os espaços exteriores do Arquivo Distrital de Viseu chama a si a linguagem de compartimentação orgânica da paisagem manifesta nos muros que tanto se adoçam à morfologia do terreno como a transformam.
As acessibilidades e percursos definidos em torno do edifício, na sua maioria acompanhados de sequências lineares de pequenos muros de pedras retiradas ao terreno ou provenientes de muros desfeitos, sublinham este carácter da paisagem. Mas são também os acidentes, as quebras, os afloramentos rochosos, a marcar pontualmente a intervenção, denunciando a impressão de ruptura e transformação deliberadamente imposta pelo próprio edifício.
Na articulação entre interior (edifício) e exterior (paisagem) procura-se, pois, não uma harmonia neutral, mas uma continuidade em tensão, como se o edifício rompesse da paisagem, à semelhança dos acidentes que lhe são próprios, e em torno dele se propagasse uma metamorfose do espaço, gradualmente diluída.
Permanecem vestígios – vegetação, muros, materiais - mas ao espaço impõe-se agora uma nova aura, evocativa, porém, do genius loci (do espírito do lugar).
A par do desenvolvimento conceptual da proposta, satisfazem-se os seus requisitos programáticos, estabelecendo-se amplo acesso pedonal ao edifício, incluindo rampas utilizáveis por deficientes, acesso automóvel à zona técnica e à zona de cargas e descargas, e estacionamento automóvel (num total de trinta lugares) e de autocarros (num total de dois lugares) definido ao longo do arruamento de acesso.
Walter Benjamin
Tomando por base os traços residuais da paisagem humanizada sobre a qual se desenvolve a intervenção, a proposta para os espaços exteriores do Arquivo Distrital de Viseu chama a si a linguagem de compartimentação orgânica da paisagem manifesta nos muros que tanto se adoçam à morfologia do terreno como a transformam.
As acessibilidades e percursos definidos em torno do edifício, na sua maioria acompanhados de sequências lineares de pequenos muros de pedras retiradas ao terreno ou provenientes de muros desfeitos, sublinham este carácter da paisagem. Mas são também os acidentes, as quebras, os afloramentos rochosos, a marcar pontualmente a intervenção, denunciando a impressão de ruptura e transformação deliberadamente imposta pelo próprio edifício.
Na articulação entre interior (edifício) e exterior (paisagem) procura-se, pois, não uma harmonia neutral, mas uma continuidade em tensão, como se o edifício rompesse da paisagem, à semelhança dos acidentes que lhe são próprios, e em torno dele se propagasse uma metamorfose do espaço, gradualmente diluída.
Permanecem vestígios – vegetação, muros, materiais - mas ao espaço impõe-se agora uma nova aura, evocativa, porém, do genius loci (do espírito do lugar).
A par do desenvolvimento conceptual da proposta, satisfazem-se os seus requisitos programáticos, estabelecendo-se amplo acesso pedonal ao edifício, incluindo rampas utilizáveis por deficientes, acesso automóvel à zona técnica e à zona de cargas e descargas, e estacionamento automóvel (num total de trinta lugares) e de autocarros (num total de dois lugares) definido ao longo do arruamento de acesso.
Sem comentários:
Enviar um comentário